| 20 | Aventuras Penso teus olhos calados... Olhando olhos que te miram... Sem ver meu rosto, Descobrindo aos poucos, Meus loucos pensamentos... Sonhando sonhar sonhos meus, Perdidos e afogados , Em uma enorme imensidão, Dos mais desencontrados devaneios, Irracionais e irradiantes. Penso teus olhos calados... Olhando olhos que te miram... Sem ver meu rosto, Descobrindo aos poucos, Meus loucos pensamentos... Galgando meus caminhos, Hora na garupa do meu corcel, Hora nas costas do meu dragão, Presa firme a minha cintura, Como a espada de um heroi. Penso teus olhos calados... Olhando olhos que te miram... Sem ver meu rosto, Descobrindo aos poucos, Meus loucos pensamentos... Descobrindo novas plagas, Fundando pequenas cidades, Com os conhecidos nomes, Que nos derão nossos pais, No momento da primeira luz. Penso teus olhos calados... Olhando olhos que te miram... Sem ver meu rosto, Descobrindo aos poucos, Meus loucos pensamentos... Escalando escarpas ferozes, Montros de pedra calada, Que rugem a estranha aventura De se correr riscos, E se manter vivo, no limiar da morte. Penso teus olhos calados... Olhando olhos que te miram... Sem ver meu rosto, Descobrindo aos poucos, Meus loucos pensamentos... Mergulhando o azul marinho, Enfrentando feras e monstros, Pra salva-los das bestas humanas, Permitindo vida aos oceanos, E pescando novos tesouros. Penso teus olhos calados... Olhando olhos que te miram... Sem ver meu rosto, Descobrindo aos poucos, Meus loucos pensamentos... Tua voz pelo fone do capacete, O vento quase cortando a pele, E teus olhos buscando embaixo, Os grandes animais que correm na savana, Assustados pelo som da helice. Penso teus olhos calados... Olhando olhos que te miram... Sem ver meu rosto, Descobrindo aos poucos, Meus loucos pensamentos... E por fim, ao fim da jornada, Enlaçando teu corpo feminino, A meus braços fortes e ternos, E dormindo nossos sonhos, No meu peito, calmo abrigo teu ! |